Fotografada no inverno europeu de 2013, Paris está coberta de neve na série de fotografias Paris Sous La Neige, do francês Arnauld Labgraph: Sacré Coeur, Montmartre, Moulin Rouge, Père Lachaise e outras paisagens conhecidas da cidade ganham diferente e maravilhoso aspecto ao serem cobertas pelo branco natural.
A ousadia nas intervenções artísticas de Chad Wys
Ousadia. Essa é a palavra que essencialmente descreve o trabalho do artista americano Chad Wys. Há um porquê irritante em ver estruturas incompletas em um mundo onde a informação está cada vez mais “pronta para o consumo”. Num processo destrutivo, Chad cria barreiras contraditórias entre observador e objeto no intuito de recontextualizar estilos tradicionais de arte barroca e neoclássica. Sua intervenção digital ganha significado ao nos fazer negociar mentalmente com o que é visível e invisível em suas composições. Cores e formas também são meticulosamente escolhidas com o mesmo objetivo, às vezes complementares, às vezes conflitantes.
Ilustrações minimalistas para livros de John Le Carré
Tendo como cliente a editora inglesa Penguin Books, o designer gráfico e ilustrador Matt Taylor foi incumbido de criar capas para livros de John Le Carré, pseudónimo de David John Moore Cornwell. David é responsável por grandes títulos da literatura que eventualmente ganharam bons filmes na tela grande: Tinker Tailor Soldier Spy, O Jardineiro Fiel, O Alfaiate do Panamá e A Casa da Rússia, por exemplo. Sem perdas, o traço de Matt não decepciona, belas e intensas interpretações minimalistas da obra do escritor.
A série fotográfica de Gwenaëlle Watrelos registra comportamento de visitantes em museus
“É o espectador que faz a pintura”, Marcel Duchamp.
A frase acima serviu de inspiração para o projeto fotográfico Les Regardeurs, de Gwenaëlle Watrelos. A arquiteta e fotógrafa passeou pelos corredores do Museum of Modern Art e Metropolitan Museum of Art, em Nova York, capturando a relação de transeuntes com os quadros expostos em dois dos principais museus do mundo.
Para o Simplista, Watrelos disse que tratam-se de momentos roubados e espontâneos: “Eu gosto da cumplicidade existente entre a obra e o observador, algumas vezes há um desaparecimento do espectador dentro da imagem”.
Há ainda o “fator anônimo”, delicioso por dois motivos: a) porque nos posiciona dentro da fotografia, fazendo-nos pensar sobre nossas próprias relações com museus e galerias. b) porque nos obriga a interpretar a reação dessas personagens à arte através de suas expressões corporais mais singelas: inclinadas de cabeça, mãos na cintura, braços cruzados, etc.
A viagem de Chloe Gilstrap por Nova York vai roubar suas palavras
Basta passar os olhos pelo portfólio da americana Chloe Gilstrap para perceber que a menina tem mesmo mão boa pra fotografia. Optando por utilizar uma câmera Yashica antiga, a fotógrafa registrou a última viagem que fez com sua irmã para Nova York em filme. Alternativa simultaneamente arriscada e criativa, que, neste caso, funciona maravilhosamente. O nome da série dá o tom de seu olhar interessante e temperado, “This Trip Stole My Words” (esta viagem roubou minhas palavras, em português). Sua estética transborda memórias que parecem ter sido encontradas no fundo de uma gaveta parada: como um tempo bom que, na verdade, acabou de acontecer.
Do analógico ao digital na série de retratos de WBK
Analog to Digital é uma interessante série criada por um artista plástico australiano sob o pseudónimo de WBK, works by knight . Ele utiliza teclas de diversos tipos de dispositivos analógicos e digitais, como calculadoras, negativos tipográficos, máquinas de escrever e computadores, para criar retratos pixelizados de celebridades.
Seus primeiros mosaicos consideravam apenas pessoas que de alguma forma tivessem influenciado o advento da chamada revolução digital, já hoje, as faces do artistas passeiam livremente entre pessoas que ele admira ou são importantes para a cultura pop de um modo geral.











